A Afetividade no Caminho da Maturidade – A infância

A Afetividade no Caminho da Maturidade – A infância

A sexualidade nos confere identidade e ao mesmo tempo nos põe em relação. Ela é base constituinte dos relacionamentos, pois nos faz unos na diversidade, somos todos filhos do mesmo Deus, de natureza humana, anatomicamente diferentes, mas um só povo.

É muito comum vermos pessoas reduzindo a sexualidade a genitalidade, não que esteja errado, mais seria o mesmo que coisificar o ser humano reduzindo-lhe do todo à parte. A sexualidade esta intimamente ligada à identidade, ela constitui a identidade. Repito: muito mais que genitalidade, falamos de identidade!

A sexualidade é uma descoberta enquanto genitalidade, pois uma criança ainda não tem noção de pênis ou vagina e menos ainda percebem sua função sexual, notam sim a diferença anatômica. Contudo, não é por não perceberem a dimensão genital reprodutora que eles ainda não têm identidade, como querem os ideólogos de gênero, ao contrário, nesta diversidade vai se fazendo a unidade na diversidade, contrario de uniformidade.

A via comum dessa maturidade é a identificação paterno-materna, onde eles se identificam com os pais, aprendem na conduta e na diferença deles, veem como eles se completam. Neste caminho as crianças vão amadurecendo sua sexualidade no brincar, no vestir, nas cores e, muito importante, isto não é homofobia, não implanta nada novo, somente faz crescer a semente que já foi plantada.

Infelizmente chegamos ao ponto de todas as vezes que nos referimos ao masculino e feminino termos que nos justificar como não homofóbicos, detalhe, a lei da Pl 122 nem foi aprovada e já estamos acuados, imaginem se fosse!

Quando percebemos estes valores na construção da identidade sexual atentamo-nos também ao risco que esta formação corre quando a criança é formada somente na influência de pessoas de mesmo sexo. Embora já tenhamos visto muitos psicólogos defenderam que isto não afeta de modo algum a personalidade da criança, precisamos nos valer da ciência neste momento, isto é, de dados empíricos e não subjetivos, veremos se realmente eles estão certos ou errados somente daqui a 20 ou 30 anos. É preciso mencionar também que a psicólogos e educadores que pensam diferente dos acima referidos.

Esta primeira fase na formação da criança é muito importante, ali ela receberá marcas que vão ecoar pelo resto de suas vidas, podem interferir em suas decisões ou não, pelo menos sobre a ótica psicanalítica, exercerá sim, grande influência. O psicoterapeuta Ivan Capelatto[1] aborda com maestria essa relação família na formação da pessoa, deixaremos em nota de rodapé o link para os que quiserem aprofundar mais neste assunto.

A infância é o momento onde mais devemos nos atentar na ajuda da formação afetiva sexual de nossos filhos, sendo também o tempo das maiores sequelas que afetam diretamente os já adultos. Tanto a afetividade como a sexualidade aqui é descoberta e amadurecida no amor, a falta desse requisito nessa etapa do processo de formação influenciará diretamente esta criança na adolescência, tema que abordaremos na próxima edição.

Não esqueçamos de que a identidade sexual começa a ser construída na infância! Não nos rendamos ao merchandize pós-moderno (ideologia de gênero). Crianças precisam da referência paterno-materna na construção de sua identidade, tanto quanto roupas, brinquedos e cores. Não troquemos o certo pelo duvidoso! Deus nos fez homem e mulher (Gn 1,26-27).

[1] Conferir: https://www.youtube.com/watch?v=41hAOOJ2Pug. Acesso: 20-09-2015.

Autor: Carlinhos Faria – Teólogo – Membro da Comunidade Javé Nissi

Comunidade Javé Nissi