A Defesa da Vida

A Defesa da Vida

Na Carta Encíclica “Evangelium Vitae”, São João Paulo II escreve “sobre o valor e a inviolabilidade da Vida Humana” e traz palavras graves e sérias: “Com o tempo, as ameaças contra a vida não diminuíram. Elas, ao contrário, assumem dimensões enormes. Não se trata apenas de ameaças vindas do exterior, de forças da natureza ou dos ‘Cains’ que assassinaram os ‘Abéis’; não, trata-se de ameaças programadas de maneira científica e sistemática. […] Estamos perante uma objetiva conjura contra a vida que vê também implicadas Instituições Internacionais, empenhadas em encorajar e programar verdadeiras e próprias campanhas para difundir a contracepção, a esterilização e o aborto”.

Na linha do perene ensinamento da Igreja, o saudoso Papa e santo, afirmou repetidas vezes que quantos se encontram diretamente empenhados nas esferas da representação legislativa têm a “clara obrigação de se opor” a qualquer lei que represente um atentado à vida humana.

“As ideologias assumidas por alguns partidos muitas vezes obrigam seus membros de um modo tão impositivo e coercitivo que até impedem o exercício da liberdade das consciências, tendo que agir no Congresso a favor de projetos de lei que violam direitos fundamentais dos cidadãos e cláusulas pétreas da Constituição Brasileira, e o pior de tudo é que essas ideologias partidárias estão comprometidas com organismos não governamentais e instituições financeiras internacionais que vem reinterpretando a Declaração Universal dos Direitos Humanos a fim de satisfazer interesses particulares de grupos minoritários” – Dom Antônio Dias Duarte.

Há que se ter em mente que o voto hoje pertence ao partido, mais que ao candidato. Daí ser necessário, além de considerarmos as qualidades de cada candidato, termos em conta o programa de cada partido, para não apoiarmos o erro e, com o nosso voto, estarmos elegendo esse programa de ação, ao qual estarão sujeitos os candidatos, sob pena de perderem seu mandato.

Por conseguinte, candidatos que são a favor ou militam em partidos cujos estatutos e programas defendem o aborto, não podem de modo algum, receber voto de um católico.


 

Autor: Centro de Formação Mons. Mauro Tommasini

Comunidade Javé Nissi