DELICADEZA

DELICADEZA

“Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles”(Mt  4 7-13).

As virtudes humanas são atitudes firmes, disposições estáveis, perfeições habituais da inteligência e da vontade que regulam nossos atos, ordenando nossas paixões e guiando-nos segundo a razão e a fé. Propiciam assim facilidade, domínio e alegria para levar uma vida moralmente boa. Pessoa virtuosa é aquela que livremente pratica o bem (CIC 1809).

A virtude da delicadeza, que também pode ser chamada de cortesia ou amabilidade não é muito praticada sendo até uma qualidade subestimada, talvez porque na correria da vida de hoje o mundo não nos dê tempo de sermos amáveis com as pessoas ou porque a delicadeza seja considerada como uma virtude minúscula e imperceptível. A virtude da delicadeza ou cortesia facilmente se confunde com a mera obediência as etiquetas de determinado grupo, época e lugar, quando na verdade as virtudes morais mais profundas precisam da minúscula delicadeza diária para ganhar corpo. Também é chamada de benevolência; é igual a benignidade ou afabilidade.

Benignidade, no original grego é ‘chestotes’ que significa gentileza e bondade. Este termo também pode indicar excelência de caráter, honestidade, sendo Deus a sua fonte originária. Com tudo isso chegamos a conclusão que só o Espírito Santo pode fazer brotar em nós esse fruto e fazer-nos melhores. Nós que somos movidos pelo Espírito e seguimos o evangelho não devemos ser inflexíveis e amargos, mas antesgentis e suaves. Ronaldo de Souza nos dizia no encontro de liderança que falta-nos o exercício das virtudes e que devemos treinar nossos filhos nesse exercício.

Devemos viver com doçura de temperamento, sendo amáveis, sobretudo, com os mais simples, predispondo-nos a atitude afável e cortês, que nos deixa facilmente abordáveis. Não podemos nos esquecer que o garçom, o lixeiro, o mendigo, o colega de trabalho, o irmão de comunidade são pessoas iguais a nós, merecedores do mesmo tipo de consideração que gostaríamos de receber. Mínimos gestos, como dizer um ‘bom-dia’ ou ‘boa-tarde’ ou ‘como vai’ ou um ‘sorriso’ em vez de um rosto sério, é a constatação de que a pessoa é centro de um valor essencial e a afirmação inicial de um valor mais amplo: a consciência de que todos partilhamos a mesma natureza humana. Ou seja: o que importa não é como os outros podem nos ser úteis, mas a dignidade humana que partilhamos com eles independente das circunstâncias. Vale, ainda, saber que a delicadeza não é uma virtude só para mulheres, mesmo porque ela vem seguida da educação e do respeito. Ensinemos nossos filhos que a virtude da delicadeza ou amabilidade ou cortesia conserva a amizade, afasta a amargura, traz consigo a paz e a serenidade.                                          

 

Autor : Tiãozinho e Mila – Ministério das Famílias

Comunidade Javé Nissi